Incrível o modo como a vida se desenrola a minha frente, a imortalidade me permite uma imparcialidade que nenhum outro humano pode se dar ao luxo de ter, uma imparcialidade que seres que enfrentarão uma morte próxima não podem se dar ao luxo de ter, não digo próxima por causa de alguns dias ou alguns meses, mas penso esta proximidade em termos de anos. A imparcialidade a que me refiro só pode ser usada, experimentada, por aqueles que vivem o bastante para ver o presente virar história, e assim, os ciclos da humanidade se repetirem.
Assisti a ascensão e a queda de muitas civilizações, posso discorrer sobre a queda da minha própria civilização natal de maneira eloqüente, já que fui uma das pessoas que nela se envolveu e que se utilizou de influências políticas para fugir de sua desgraça, mas nunca vi estas quedas de maneira tão bem representadas como em uma produção cinematográfica que assisti ontem, a luta, a força e as lições dos 300 de Esparta, assim como a queda, a vergonha e o desestímulo dos persas. Uma produção extremamente bem feita, bem dirigida e que mostrou com perfeição o lema dos espartanos: “não desistir, não se render, não recuar”. Não posso dizer que a maneira como eles conduziam a sua civilização originalmente era a correta, afinal não se pode sustentar uma civilização criada e desenvolvida para a guerra em paz por muito tempo, mas não se pode negar que quando em guerra eles eram sim os mais eficientes.
Mas voltando à obra cinematográfica em questão, esta apresentava uma fotografia impecável, assim como uma direção consideravelmente bem desenvolvida, se levarmos em consideração a idade e a experiência do diretor. Entretanto foi a computação gráfica e a construção realista dos cenários e a reconstrução das técnicas de guerra que mais me impressionaram, realmente uma produção para ser vista e revista.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Oi Julie!
Parabéns por voltar a escrever. Você tem talento para isso.
Quanto aos 300 de Esparta... É uma bela história! Vejo lições de paixão por uma idéia, ainda que uma parte da idéia esteja errada.
Um beijo!
Douglas
Postar um comentário