terça-feira, outubro 02, 2007
Conhecer
A imortalidade para alguns he uma dadiva, pra outros uma maldicao..., poucos aqueles que encontram um equilibrio, muitos os que ao longo do caminho desistem. Nao sei exatamente onde estou agora, mas de alguma maneira estou encontrando uma razao interessante para continuar a procura de um equilibrio. Encontrei um pupilo nos ultimos meses, tenho conversado muito com ele nas horas noturnas e ele he uma pessoa interessante, adoravel como diriam voces mortais. Ainda nao descobri onde vai dar tudo isso, mas de uma coisa meus milenios de vida me asseguram, nao vou deixar o dom das trevas, meu sangue, interferir nesta amizade. Mas deixemos os mortais de lado, gostaria de saber por onde anda Armand, depois que cacamos ele desapareceu em meio as sombras e estou anciosa por saber seu paradeiro, se voce ler isto a tempo, chamepor mim, nao vou fechar minha mente a voce.
terça-feira, setembro 25, 2007
Caçando...
Esta noite começou bem interessante, depois da habitual interaçao com os mortais sai para caçar, a fome estava começando a tomar conta de mim. He incrivel como depois de milenios ainda, mesmo que por algumas poucas vezes, nos deixamos dominar pela fome e pela decadencia imortal. Usei um transporte humano desta vez, ao inves de simplesmente me tornar fria e mitica voando pelo ceu escuro e lendo mentes dos provaveis futuros indigentes. Porque he isso que minhas vitimas se tornam, indigentes numa cidade distante. Sabe, gostaria de ver a expressao dos legistas que acham nossas vitimas. . . todas sem sangue, e na maioria das vezes sem nenhum ferimento aparente, queria saber que tipo de perguntas eles se fazem e quais as explicaçoes mirabolantes eles dao para estas fatalidades. Bom, mas voltando a minha caçada de hoje, ela foi interessante, levei um velho amigo comigo, Armand, apesar de ser um pupilo do meu amor mortal ele he tao habilidoso quando seu mestre em suas caçadas, mas nao posso dizer nada que seja contrario a isso, afinal de contas, eu mesma, Pandora, a doce imortal fui pupila de Marius, mas isso nao vem ao caso, a questao he que esta noite caçamos como mortais caçariam um par, saimos em uma das maquinas modernas mortais, estas que voces chamam de carros, e como quem procuram por uma paquera ou um namoro, procuramos duas presas e quando as encontramos nos banqueteamos. Nao ha nada como beber de um coraçao ainda batendo cheio de esperanças por uma salvaçao, seja ela divina ou demoniaca.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Passagens ...
Interessante a maneira como o tempo passa, segundos viram minutos, os minutos horas, as horas dias, os dias meses, os meses anos e quando os anos finalmente decadase depois seculos nos olhamos pra tras e descobrimos que podiamos ter feito muito mais, podiamos ter brigado mais, ido mais longe, perdoado mais, e arriscado mais, muito mais. Para esta era, este seculo, esta decada he muito simples estar trancado, nao ter contato, nao arriscar, tudo esta ali, a distancia de um click, de uma tecla. Nao posso ser hipocrita, esta epoca me faz sentir bem, foi esta epoca que me possibilitou andar entre mortais sem ser apontada ou perseguida, mas nestes dias as pessoas evitam o contato de que tanto sinto falta e que na minha amada Roma era tao comum e tao explicito. Gostaria de entender o que da medo as pessoas. Segundo meu conhecimento o medo cresce de acordo com o poder que voce da a ele, quando as pessoas enfrentao o medo ele desaparece, ou pelo menos se torna menor, mas as pessoas desta era apenas o alimentam, lhe dando forca e suporte para continuar a crescer e a tomar conta de suas vidas. Sinto falta da epoca em que defendiamos o que era nosso com unhas e dentes, com argumentos e algumas vezes ate com democracia, mas os seculos passaram e aquele tempo esta apenas na minha memoria, mas agora, em defesa aos mortais que gentilmente aceitam minha frieza sem questionar passo as noites bebendo dos mal-feitores, tentando, de alguma maneira, diminuir o mal que enche tantos mortais de medo e os fazem alimenta-lo.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Sombras
Aqui estou eu, imersa na escuridao do meu dia, me pergunto se faz sol ou nao, se a chuva bate nos telhados la fora ou se os mortais exalam suor pelas ruas. Um quarto revestido com finas camadas de chumbo he onde passo meus dias, me levantei a pouco do vazio onde adormeco junto com o nascer, mas com o tempo que tenho de existencia ja consigo acordar antes do amanhecer e resisto um pouco ao crepusculo do amanhecer. He incrivel como as coisas sao, eu me pergunto se Marius, haa meu querido Marius, ainda se faz estas perguntas, ou se o tempo em que defendemos o pai e a mae lado a lado ja foi esquecido por ele, espero que nao. Aquela foi uma epoca brilhante para mim, defender nossos predecessores com as proprias maos e assim garantir a perpetuacao de toda a nossa especie. Apesar de hoje vivermos nas sombras houve uma epoca em que Akasha e Enkil, nossa mae e nosso pai, viveram abertamente. As vezes me pego imaginando o que o povo de sua terra no Egito pensava de tudo isso, o que sabemos he que eles beberam quase todo o Egito quando governaram, mas isso foi a muitos milenios, tempo o suficiente para nao haverem registros na historia, tudo o que tinhamos eram as estatuas vivas, e agora nem isso.
longevidade...
Chega um momento para todo vampiro onde a ideia de imortalidade por um momento se torna insuportavel. Vivendo nas sombras, se alimentando na escuridao com apenas a sua propria companhia, ratos, imersos numa exisencia completamente solitaria. Foi entao que eu decidi dormir, esperando que a passagem das eras iria desaparecer e algum tipo de morte viesse. Mas enquanto eu dormia percebi que o mundo nao parecia mais com o lugar que eu havia deixado, ele parecia melhor, e para mim se tornou interessante ressurgir num mundo em que as pessoas nunca estavam sozinhas... Depois de seculos me escondendo agora posso caminhar entre os mortais de maneira despercebida, com minhas unhas que parecem porcelana e minha pele extremamente branca sem chamar nenhuma atencao.
quinta-feira, agosto 23, 2007
A frigidez do mundo
As noites estao calidas, geladas, nada, nem mesmo o sabor de sangue esta sendo capaz de esquentar-me. Sera que depois de dois milenios eu simplesmente estou perdendo o jeito, perdendo o gosto pelos humanos?A muitos anos um amigo me disse em poucas palavras porque os humanos nos parecem tao belos. Sua fragilidade, seus curtos anos, apesar de muitos acharem que oito decadas significa uma vida, na verdade he apenas o comeco dela. Para eu e meus semelhantes, qualquer um com pouco mais de um seculo, ou ate dois he apenas uma crianca, nao he a toa que a todos encanta as proezas do nosso "principe moleque", ou como voces o conhecem, Lestat.Mas nao acredito que mencoes dele devam seprolongas, voltamos a frigidez do mundo.Acho que os humanos estao arriscando muito na sua nova vida, a vida moderna que levam, e o caminho de autodestruicao que trilham se torna cada vez mais rapido e consequentemente, cada vez mais sem sentido, acho q para os imortais a sua busca pela imortalidade nos parece cada vez mais sem sentido, afinal, de que vale viver eternamente num mundo destruido, alem do que, nao acredito que voces suportariam a fria passagem dos anos ate que resolvessem se destruir, isso porque, depois de longos anos esta vem a se tornar a decisao mais dificil que se tomar em uma vida.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Imortalidade . . .
Porque tantos anceiam por uma vida longa, brigam por uma eternidade, pela longevidade dos deuses? Nao sei se humanos deveriam viver tanto... Acho que sua especie nao resistiria, acho que o meio nao aguentaria. Mesmo assim, ainda nao compreendo o porque. Acredito que chega um momento em sua vida em que nao ha mais nada para se viver,todas as emocoes ja se tornaram conhecidas, todos os sentido familiares, entao porque? Entre os imortais chega um momento em que a imortalidade parece uma ideia ruim, a partir do momento em que percebemos que vamos passa-la sozinhos ela se torna algo insuportavelmente solitario e silencioso...
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