Ter animais de estimação é uma coisa que faz parte da cultura atual, está tão impregnada na sociedade que desde crianças as pessoas sonham em ter um. Mesmo as pessoas que hoje abominam a idéia, com certeza, em algum momento da sua vida desejou um, nem mesmo que tenha sido por apenas alguns instantes. Claro que a arte que imita a vida, o cinema, tinha que usar este tópico como tema de filmes, começaram com bichinhos simples como: cães, gatos, papagaios, afinal quem não se lembra do Paulie ou do Bud? Mas a criatividade deles teve que ir além, exibindo assim animais maiores como baleias e golfinhos e até mesmo criaturas fantásticas como dragões e, mais recentemente, cavalos do mar.
O último filme que vi, Meu monstro de estimação, se enquadra nesta categoria. Apesar de ser um filme bem dirigido tive a incrível sensação de deja-vu várias vezes. Alguém que já tenha assistido a Eragon (2006) provavelmente também vai ter esta mesma impressão.
A história se desenrola num cenário de guerra mundial e fala sobre um garoto, que encontra um ovo e achando que este ovo fosse outra coisa o leva pra casa. Mas o ovo se choca durante a noite e ele descobre que agora tem um bichinho de estimação que ele nem sabe o que é. Como o menino não tinha amigos se cria um interessante laço de amizade entre eles. Mas como o bichinho cresce demais, eles são obrigados a mandá-lo para um espaço maior que uma banheira, então eles o deixam no lago.Depois desta decisão algumas pessoas começam a ver o bichinho e a comentar sobre ele, o que gera uma preocupação no garoto e no misterioso Sr. Lewis, um novo funcionário da fazenda onde o garoto vive. Enquanto isso questões sobre a guerra, os alemães e os pais que foram perdidos na guerra são também abordados. No fim das contas, é uma boa diversão, um filme arrumado, bem dirigido, mas com um roteiro que aos poucos se torna repetitivo.
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