segunda-feira, março 24, 2008

A tragédia dos imortais

Imortais. Está ai um tema que se repete cansativamente no cinema norte – americano. Lobisomens, criaturas da noite e ate mesmo alguns da minha espécie, vampiros. Mas nem todos os filmes sobre isto merecem real crédito, no entanto este merece todo o crédito que pode conseguir.
Uma produção e muitos anos atrás, Entrevista com o vampiro fala dos tormentos da eternidade, das experiências pelas quais passamos durante os séculos, as perdas, os temores, as batalhas. Este filme conta a vida de um vampiro, Luis de Pont du Lac, que após a tragédia de perder sua esposa e filha durante o parto se vê perdido no mundo e sem esperança, até que um dia um belo vampiro, Lestat de Lincourt, aparece em sua vida e lhe faz a promessa da vida eterna.
Depois de seu último por – do – sol Luis é transformado em uma criatura da noite. Seus novos instintos e sua nova maneira de percepção o encantam, mas ele ainda era muito humano para ser transformado em um vampiro, este personagem, diferente do Lestat, tinha amor as suas qualidades humanas e por isso o fato de ter que tirar vidas mortais para viver o fazia sofrer imensamente. Luis abandona sua fazenda, suas posses e sua riqueza para começar uma vida na sarjeta, onde ele se alimenta de ratos nos corredores de uma Nova Orleans assolada pela peste negra.
Em meio ao seu desespero Lestat entrega a Luis uma companheira, Claudia, uma menina que perdeu a mãe para a peste e agora é uma assassina fria e cruel. Durante sua jornada Luis e Claudia abandonam Lestat e vão para a Europa em busca de outros de sua espécie, e lá enfrentam problemas com o Teatro dos Vampiros, um local seguro para vampiros e onde eles se reúnem. A história tem um fim irônico, quase sarcástico, mas alguns personagens, como Claudia, tem um fim trágico. No final das contas Entrevista com o vampiro é uma excelente diversão para um dia de chuva intensa ou um momento de introspecção.

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