quarta-feira, março 26, 2008

Epiãs sem graça. . .

Assisti a um filme ontem que tinha uma capa interessante e que prometia uma historia bem engraçada. Bom, a história era engraçada, mas nem tanto. O roteiro e a direção deixaram demais a desejar e, apesar de um ou outro fato inesperado, o filme não atingiu minhas expectativas.
O filme em questão é D.E.B.S., uma sátira de as panteras e até que começou bem. Conta a história de como o governo norte – americano usa o SAT, o equivalente ao nosso vestibular, para descobrir se alguma pessoa é capaz de se tornar uma espiã de qualidade. Bom, o filme foca em quatro garotas que moram juntas e são D.E.B.S. e estão a procura de uma criminosa internacional que estava desaparecida até marcar um encontro com uma assassina russa.
O que as nossas agentes não sabiam era que aquele não era um encontro de negócios e sim um encontro às cegas e partindo daí está armada a confusão. Uma das espiãs, Amy, tromba com Lucy Diamond, nossa vilã, e simplesmente entra na dela. Mais tarde Lucy vai a casa onde Amy e as outras moram e a seqüestra, e elas passam uma semana de amor inesquecível, até que as agencias de investigação encontram ela e Lucy na cama. Partindo daí nossa heroína desiste do amor para tentar recuperar suas amigas e o respeito de volta, mas algo surpreendente acontece, nossa vilã começa a devolver tudo o que já roubou na vida, e tudo pra mostrar a Amy que ela mudaria por ela. Depois disso o filme começa a se resolver e sem um final emocionante. Bom, é um filme divertidinho, mas se você tiver outras opções, fique com elas.

terça-feira, março 25, 2008

A rainha de todos nós condenados


Hum, finalmente assisti a uma produção extremamente bem sucedida, pena que a atriz que interpretava um dos personagens principais morreu pouco depois de gravar as últimas cenas do filme. Um filme intenso, com muito sangue, vingança e esperança que encanta.
A rainha dos condenados é a seqüência não tão esperada de Entrevista com o vampiro e não deixa a desejar. O filme é derivado do livro que sucede Entrevista, e leva o mesmo titulo do filme, mas neste caso a adaptação deixou a desejar em relação á historia, mas vista individualmente ela atinge o objetivo do roteiro.
O filme em questão mostra a historia da rainha, a primeira vampira de todos os tempos, como ela começou a existir e como depois de quase secar o Egito com sua sede ela dormiu, transformando-se junto com Enkil, o rei que governou a seu lado, em mármore vivo. Criaturas tão antigas que não necessitam beber para continuar a existir. Mas uma coisa acorda nossa querida rainha, a música do príncipe moleque, Lestat e quando acorda Akasha bebe todo o sangue do rei e começa sua jornada até Lestat. Apesar de todos os avisos ele não se preocupa com as conseqüências de Akasha ter acordado, apenas quer uma companhia. E durante seu primeiro e único concerto ela vem buscá-lo. Claro que vários outros vampiros se reúnem para tentar impedir a rainha de trazer o caos completo para este mundo dos seres humanos. E numa luta que eu não considero épica nem de longe Akasha é vencida e Lestat volta a ser o bom príncipe moleque de sempre.
È um filme que eu recomendo e que alem de uma trilha sonora muito boa tem uma direção bem feita.

segunda-feira, março 24, 2008

O cavaleiro das sombras

Bom, as produções têm melhorado com o passar dos dias, e ultimamente, não sei bem se por falta de criatividade ou excesso de esperteza as grandes produtoras estão adaptanto os quadrinhos da Marvel para as telonas. Depois de Homem – aranha e X – man foi a vez de um herói um pouco mais atormentado.
Uma das últimas produções conta a história de um garoto que faz um acordo para salvar o pai do câncer, mas poucos minutos depois vê ele sendo morto por um acidente que foi provocado. O acordo que o garoto fez o transformou em um servo do diabo apenas a espera do chamado para cumprir alguma função específica. Depois de fugir da sua cidade natal e da morte do pai nosso herói passa a vida desafiando a morte fazendo saltos acrobáticos perigosos com sua moto envenenada até que um dia, o filho do diabo vem a terra querendo clamá-la para si. Neste momento Johnny é convocado pelo diabo para assumir o papel de Motoqueiro fantasma e evitar que o filho do diabo traga a morte e o inferno para este mundo. Tudo que nosso herói tem que fazer é impedir que o pacto de San Venganza caia nas mãos do nosso vilão ambicioso.
Enquanto luta pela própria vida e pelo que acha ser justo nosso herói também tem a chance de recuperar seu grande amor, o que ele deixou pra trás esperando quando fugiu de sua terra natal. Mas nosso herói tem um aliado poderoso que o ajudará a fazer o que é certo e seguir pelo caminho da justiça até o fim. È um filme que apesar de roteiro fraco e vendeta que déia muito a desejar vale a pena assistir por diversão.

A rainha virgem

Hum, este é um filme que realmente merece todos os elogios que recebeu e o Oscar também. A seqüência do filme que revelou a atriz Cate Blanchete é simplesmente um arraso das telas. Elizabeth: A era de ouro conta a história da rainha da Inglaterra pouco antes do ataque espanhol.
A história fala das dúvidas de uma rainha que está sob pressão para conceber herdeiros e para tomar a decisão de aceitar uma única religião em seu país. A questão é que nesta mesma época a Espanha, que era um país extremamente forte estava sob domínio do rei Felipe, um católico devotado e que não admitia que a Inglaterra fosse governada por uma rainha protestante. Por isso ele começa intrigas e jogos de poder para que a segunda da linha de sucessão, sua prima e rainha escocesa exilada assumisse o trono.
Depois de uma tentativa de assassinato mal sucedida a exilada foi condenada a morte e teve sua cabeça decepada, ou seja, tudo o que Felipe queria estava acontecendo, afinal, sem ninguém digno de sucessão e com um motivo aparente agora o rei espanhol podia entrar em guerra com a Inglaterra e fazer de sua própria filha a rainha da Inglaterra.
Nossa rainha vai a guerra sem muita esperança de ganhar, mas acreditando na possibilidade e alguns acontecimentos inesperados fazem com que a vitória seja alcançada. Em meio a tantas intrigas e jogos políticos nossa rainha tem um interesse em um marinheiro recém chegado a corte, a quem ela desenvolve um afeto profundo. Como será que nossa rainha vai se sair no meio de tantos problemas? De maneira esplendida, é claro.
O filme Elizabeth é simplesmente uma ode a beleza visual, e com um roteiro bem resolvido simplesmente é algo que vale a pena assistir e ter em casa assim que possível.

O último homem na Terra não está sozinho. . .

Bom, voltando aos grandes filmes, o texto que se segue, eu tenho certeza disto, não vai fazer jus nem a 10% do que o filme realmente é, afinal até agora ainda não recuperei toda a minha integridade e nem a minha respiração depois de assistir a esta produção.
O filme em questão foi esperado e esperado e extremamente aguardado por meses. Os trailers e os teasers foram extremamente bem elaborados e o filme fez jus a absolutamente tudo que eles prometiam e mais um pouco. Afinal de conta, como seria o nosso mundo se ele fosse controlado por vampiros?
Em Eu sou a lenda uma cientista, através de engenharia molecular e modificação de DNA, descobre a cura para o câncer. Ela modifica e estrutura do vírus do sarampo e com isso consegue reduzir a proliferação de células cancerígenas, eliminando a doença. O único problema é que o vírus que age como cura sofre uma modificação, uma espécie de evolução e todos os pacientes que foram tratados com ele começam a desenvolver sintomas que são associados ao vampirismo. Os pacientes se tornam fotossensíveis, demonstram interesse por sangue e evitam contato humano. Em poucos meses esse vírus começa a se espalhar pelo ar e com isso começa uma infecção generalizada e mundial.
Nosso cientista militar começa a trabalhar numa cura até que depois de meses resta apenas ele e sua cadela na cidade de Nova Iorque, ele e algumas centenas de vampiros. Depois de meses a procura de sobrevivente ele encontra uma brasileira e um garoto e juntos eles continuam a procura pela cura, até que em uma noite a casa é atacada por criaturas da noite e ele se sacrifica pelo garoto, pela brasileira e pela cura que ele tão desesperadamente procurava.
Bom, não posso negar que a frase “o último homem na Terra não está sozinho” tem um grande impacto, mas o filme em sua totalidade causa um impacto maior ainda e realmente vale a pena assistir.

A menina que não quer ser princesa

Este realmente vale a pena assistir. Bom, não sou psicóloga e também não tenho filhos, mas tenho certeza de que depois de ser bombardeada por milhares de filmes que falam sobre princesas e contos de fadas a maioria das garotinhas sonha em um dia ser uma princesa e morar num castelo. Mas e se quando esta garotinha já for adolescente ela descobrir que realmente tem sangue real? O que aconteceria com a cabeça desta bela garotinha?
Este é justamente o ponto principal de O diário da princesa, o filme conta de história de uma adolescente que passou a vida se esforçando para não ser notada, e que pó acaso é apaixonada pelo jogador de futebol mais popular do colégio, e que aos quinze anos de idade, depois de um mês de morte do pai, descobre que é uma princesa e herdeira de um pequeno principado europeu. Não é difícil adivinhar que a vida de Mia Thermópolis vai virar de cabeça pra baixo. O que a principio era um segredo de estado vaza para a mídia e logo tudo esta de ponta cabeça. Pessoas que nem mesmo sabia que Mia existia passam a agir como suas melhores amigas, meninos de quem ela gosta passam a corresponder e no meio de tanta confusão ela acaba negligenciando suas antigas amizades. Leva um tempo até que nossa heroína se acostume com tudo de novo e passe a lidar com as coisas de maneira realista, e apesar da tentativa de fuga as últimas palavras que seu pai escreveu são as que lhe mostram o caminho certo a seguir.
Sendo esta uma produção da Disney é claro que teremos um final feliz, mas a maneira como nossa personagem principal lida com tudo deixa a historia com um tom cômico que faz com que o filme valha mesmo a pena.

Diferentes opiniões

Humm, cheiro de nova produção faz com que eu me sinta muito bem, ainda melhor quando tem alguma coisa inovadora como o último que assisti. Certo, qual a melhor forma de resolver um crime, um atentado ao presidente? Com o melhor ângulo de observação você me diria, mas e se você tivesse acesso a vários ângulos? O que faria? Será que você seria capaz de ver a informação que te interessa naquele ângulo?
Bom, no filme Ponto de vista a situação é essa: durante um grande pronunciamento do presidente ele sofre um atentado, na verdade seu sósia sofre um atentado e um dos agentes do serviço secreto começa a correr atrás de culpado, possíveis envolvidos, sabem como é? Aquela coisa toda de filme policial, mas neste filme o que me impressionou foi a forma de contar a história. O agente secreto Thomas Barnes (Dennis Quaid) começa a correr atrás de pontos de vista diferentes e o primeiro que ele vê é um turista americano com uma câmera na mão e a partir das imagens dele se inicia uma perseguição por quem tem mais informação. Claro que existem muitos personagens envolvidos na trama, inclusive um agente duplo, uma bela mulher e um bobo apaixonado.
Devo dizer que a melhor parte do filme não está na história, mas na maneira como ela é contada. O roteiro vai e volta várias vezes o mesmo acontecimento, e cada vez que retorna ele é mostrado de um ponto de vista diferente, uma maneira, na minha opinião, simplesmente genial de fazer do filme uma seqüência de ação imperdível.

A tragédia dos imortais

Imortais. Está ai um tema que se repete cansativamente no cinema norte – americano. Lobisomens, criaturas da noite e ate mesmo alguns da minha espécie, vampiros. Mas nem todos os filmes sobre isto merecem real crédito, no entanto este merece todo o crédito que pode conseguir.
Uma produção e muitos anos atrás, Entrevista com o vampiro fala dos tormentos da eternidade, das experiências pelas quais passamos durante os séculos, as perdas, os temores, as batalhas. Este filme conta a vida de um vampiro, Luis de Pont du Lac, que após a tragédia de perder sua esposa e filha durante o parto se vê perdido no mundo e sem esperança, até que um dia um belo vampiro, Lestat de Lincourt, aparece em sua vida e lhe faz a promessa da vida eterna.
Depois de seu último por – do – sol Luis é transformado em uma criatura da noite. Seus novos instintos e sua nova maneira de percepção o encantam, mas ele ainda era muito humano para ser transformado em um vampiro, este personagem, diferente do Lestat, tinha amor as suas qualidades humanas e por isso o fato de ter que tirar vidas mortais para viver o fazia sofrer imensamente. Luis abandona sua fazenda, suas posses e sua riqueza para começar uma vida na sarjeta, onde ele se alimenta de ratos nos corredores de uma Nova Orleans assolada pela peste negra.
Em meio ao seu desespero Lestat entrega a Luis uma companheira, Claudia, uma menina que perdeu a mãe para a peste e agora é uma assassina fria e cruel. Durante sua jornada Luis e Claudia abandonam Lestat e vão para a Europa em busca de outros de sua espécie, e lá enfrentam problemas com o Teatro dos Vampiros, um local seguro para vampiros e onde eles se reúnem. A história tem um fim irônico, quase sarcástico, mas alguns personagens, como Claudia, tem um fim trágico. No final das contas Entrevista com o vampiro é uma excelente diversão para um dia de chuva intensa ou um momento de introspecção.

quarta-feira, março 19, 2008

Ele que na verdade é ela . . .

O que você faria por algo que deseja? Até onde você iria para se provar e provar a todo o resto do mundo que você é capaz de fazer qualquer coisa, mesmo que esta coisa seja jogar futebol tão bem quanto os homens, ou neste caso, tão bem quanto o time masculino da sua antiga escola? O filme Ela é o cara conta exatamente esta história.
Uma menina, Viola, que namora o goleiro do time masculino da escola onde estuda, Justin, toma uma decisão muito inusitada quando o time feminino do colégio foi cortado. Aproveitando que seu irmão, Sebastian, fugiu para Londres, para tocar com sua banda em um festival de música ela decide assumir seu lugar na nova escola, entrar para o time masculino e ganhar o primeiro jogo da temporada, que é contra sua antiga escola.
Claro que no meio de tudo isso nossa querida heroína tem muitos problemas, por exemplo: a ex – namorada do irmão, a quermesse beneficente e o baile de debutante da mãe. Além de todos estes desafios Viola tem que conquistar a confiança de seus colegas de time e de seu colega de quarto, Duke, por quem ela vai se apaixonar loucamente. E como se tudo isso já não fosse suficiente a menina mais popular do colégio vai se interessar por ele, que na verdade é ela.
Como as coisas vão se resolver? D uma maneira leve e divertida, mas você vai ter que assistir o filme e descobrir e tenho certeza de que não vai se arrepender se o fizer, afinal o filme causa boas risadas durante quase toda a sua extensão, e eu definitivamente recomendo.

terça-feira, março 18, 2008

E em meio a Alta costura francesa. . .

Quem não passa por problemas com o chefe? Todo mundo, inclusive eu, na verdade, às vezes gostaria muito de estrangular meu chefe, e isso seria estranhamente prazeroso, mas voltando a produção da vez, neste caso em específico se trata de uma chefinha muito, muito, muito chata.
Em O diabo veste Prada temos a representação da supra – sumo em chatice como chata. Aqui ela é a editora chefe de uma revista de moda de circulação nacional, a Runway, o personagem Miranda Priestly se torna cativante a partir do momento que é metódico e extremamente exigente. A história gira em torno de uma garota, Andréa, que consegue o trabalho dos sonhos de toda garota americana, só que não o dos sonhos dela. A partir do momento em que passa a trabalhar para Miranda sua vida vira um inferno, na verdade, sua vida passa a pertencer a Miranda. Andréa não tem mais tempo para s amigos, para o namorado e nem mesmo para os próprios pais. Em meio a tanta pressão psicológica nossa querida heroína começa a se deixar levar pelo glamuroso mundo da moda, até que quando chega a Paris descobre que talvez este mundo não seja assim tão glamuroso. Em meio a uma paixão de ocasião e a quase perda de seus amigos nossa heroína terá uma grande decisão a tomar, ir em frente na carreira de assistente ou ter uma vida que a pertença. O filme se desenrola em meio a modelos e grandes desfiles de alta costura francesa, o que o legitimiza. Uma produção bem elaborada e bem resolvida que eu recomendo se você quer dar boas risadas.

através da áfrica até as grandes pirâmides

Como foi a vida há 12.000 anos? Como as pessoas comiam? Como se organizava a sociedade deles e baseada em quais leis e quais costumes? Estas e outras são questões retratadas no filme 10.000 a.c. Esta superprodução conta dias rotineiros de uma tribo que vivia em algum lugar da África e tinha suas próprias tradições de caça e de ascensão de guerreiros. Mas o que acontece com um garoto, quando seu pai, o melhor guerreiro da vila foge e este é rotulado como o filho do covarde? Ele briga para se tornar o melhor e o mais destemido guerreiro da tribo.
A história se desenvolve em cima da profecia de uma anciã, a profecia conta que um dia demônio de quatro pernas chegarão e irão dizimar a aldeia e que um guerreiro irá se destacar ao salvar todos eles e com isso trazer anos de glória e fartura. Em sua jornada, D´leh, nome do guerreiro que irá brigar por toda a aldeia e seu futuro, persegue os demônios de quatro pernas por toda a África até chegar no local onde estão sendo construídas as grandes pirâmides do Egito. Nesta grande empreitada está sendo usada mão de obra escreva, pessoas de aldeias que foram seqüestradas pelos demônios de quatro pernas que atendem ordens de um deus. Nosso herói irá questionar tanto a legitimidade deste deus quanto a profecia da anciã da aldeia.
Claro que como toda boa história de herói e bandido existe uma garota envolvida e ela é o real motivo pelo qual nosso herói iniciou sua jornada, a jovem Evolet. Apesar do excesso de ação e da direção um pouco exagerada 10.000 a.c é uma produção bem acabada e com um roteiro bem desenvolvido, o que a transforma em uma diversão garantida.

Herói não tão herói

Quem escreve os livros dos heróis? Onde escreverem ou então quem disse que um herói não mente? Eu não me lembro de ter lido isto em lugar nenhum, e mesmo assim este estereotipo continua a aparecer na minha frente como se fosse um pop – up de propaganda indesejada. Na adaptação mais recente de um poema medieval temos um herói que conta uma mentira a um rei e com esta ganha o trono. Claro que antes de se torna tão ambicioso ele derrota um demônio, que pouco depois se mostra filho do rei Horthgar.
Em Beowulf, um filme feito com atores reais e que depois foram inseridos no mundo da computação gráfica, o bem e o mal estão em uma constante batalha, mas desta vez a linha que os separa não está tão definida como nos filmes heróicos que estamos acostumados. Um herói, Beowulf, que dorme com uma feiticeira, sendo que ele foi enviado para matá – la, a ela e a uma criatura deformada que se chama Grendel e por acaso é seu filho, um rei que nem de longe preenche os requisitos de honra e coragem esperados de um rei que contrata mercenários para resolver seus problemas. Dois casamentos que não são nem mesmo de longe perfeitos, quanto mais de perto, e um segundo filho de uma feiticeira que foi esquecida, depois de ter garantido ao guerreiro uma vida de riquezas e paz.
Não se pode negar que o personagem principal tem seu charme, afinal ele é o rei dos reis, o melhor dos guerreiros e nunca se rendeu e nenhum homem, nenhum guerreiro ou nenhuma fera, mas temos de concordar que isto não faz dele um ideal de herói. Mas no final das contas, esta produção tem uma trama muito bem desenvolvida, e harmônica, por isso se torna uma excelente diversão para fins de semana.

Um conto de fadas moderninho

Bem vinda ao século 21 Disney! Parece que a fábrica de sonhos norte – americana finalmente entendeu que felizes para sempre pode acontecer de maneira não – usual também, que afinal de contas nem tudo precisa ser extremamente certinho para acontecer um conto de fadas. O último longa da Disney trás consigo justamente este conceito: modernidade.
Quem disse que amor dura pra sempre não viveu muito, ou talvez, não conheceu muitas pessoas. O filme em questão, Encantada, mostra como um conto de fadas pode ser um conto de fadas mesmo que o final não seja previsível. A mocinha não precisa ficar com o primeiro mocinho que ela conhece e por quem certamente se apaixona louca e cegamente. Nesta nova produção a realidade dos desenhos animados, dos contos de fadas e a nossa mortal realidade foram tratadas como se existissem em planos paralelos no espaço e de repente se viram misturadas. Afinal de contas, como seria para um princesa sonhadora e irreal estar no mundo cruel em que vivemos? Partindo daí uma história envolvente e, eu ousaria dizer, possível acontece.
Claro que a figura da bruxa malvada permanece, senão não seria Disney, mas desta vez ela vem ao mundo real e claro, tem um ajudante, cegamente apaixonado por ela é claro, que irá ajudá – la com suas idéias mais cruéis.
A trilha sonora, entretanto, não difere em nada do típico conto de fadas. Tudo muito infantil e emocional. Como de costume ainda temos princesas que cantam e falam com animais, mas temos que parabenizar a Disney por esta nova abordagem, finalmente a fábrica de sonhos está se inserindo no novo mundo e na nova sociedade que pretende conquistar.

quinta-feira, março 13, 2008

vivos ou mortos?

Como será a vida após a morte? Será que vamos todos sermos dividido entre os campos Elíseos e o inferno? Como será que nós nos recordaremos do momento de nossa morte? E se não nos lembrarmos dest momento? E se o fato que causou a nossa morte for apenas uma lembrança ruim que mantivermos conosco como vamos saber se estamos vivos ou mortos? Eis questões que a produção Os Outros retrata. Com uma trilha sonora de suspense que em determinadas cenas faz gelar os ossos e seqüências pesadas de ação que nunca tem uma resposta final este filme está entre os melhores pra mim.
A direção do filme é simplesmente magnífica e pouquíssimos espectadores percebem os sinais sobre a solução do mistério que permeia o filme. A película em questão é de Alejandro Amenábar, um diretor espanhol que conseguiu surpreender com as técnicas de direção utilizadas neste filme específico. Um filme de elenco pequeno, mas com uma qualidade de atuação extraordinária.
A história se passa um pouco depois da segunda guerra, uma mulher que nunca sai de casa devido a uma doença grave dos filhos, estes não devem nunca ser expostos a luz. Num dia comum ela recebe uma visita de três estranhos que contrata como ajudantes e a partir daí as coisas começam a ficar estranhas. Coisas mudam de lugar, portas que estavam trancadas aparecem abertas e mais alguns fenômenos. Partindo deste mistério a dona da casa começa a buscar respostas sobre a verdade e quando as encontra entra num choque terrível, pois tudo em que acredita cai por terra. Este, com certeza, é um filme que eu recomendo e ao qual dou muitas estrelinhas.

terça-feira, março 11, 2008

John McLane está de volta, versão 4.0

O que faz de alguém “o cara”? O cara é aquela pessoa quem vem em seu socorro e em socorro de todo mundo que estiver precisando e é isso que a serie Duro de matar mostra nas telas. Um filme que segue a mesma linha de ação dos anteriores, mas com um tema muito mais atual, cyber – terrorismo.
A história se desenvolve em cima de uma tentativa de executar uma queima de estoque. Uma queima de estoque seria um retorno a idade da pedra, hackers cortando a segurança, os transportes, e as comunicações, por ultimo eles cortam energia, água e gás, e tudo isso se torna possível porque todos estes serviços hoje são controlados por sistemas, sejam eles abertos ou fechados. E o que o nosso herói faz? Salva o dia, é claro. Em Duro de matar 4.0 o personagem John McLane destrói um helicóptero com um carro, destrói um carro no poço de um elevador e ainda enfrente um vilão sueco que mais parece um hamster.
Ma desta vez o mocinho tem ajuda, um hacker que foi inicialmente contratado pelo vilão para criar códigos encriptados para tornar possível a queima de estoque, e que tem sua vida ameaçada por saber demais. Claro que os dois se unem a fim de derrotar o vilão, Thomas Gabriel, um ex – empregado do governo que foi desacreditado por ser capaz de provar as fraquezas dos sistemas de segurança e firewalls do governo.
O fim do filme é previsível, o vilão morre, o mocinho salva o dia e o mundo. O filme em questão é uma bomba de ação, se você gosta de tiroteios, explosões, carros voando, perseguições por caças e todo o pacote que em geral acompanha a ação eis ai uma excelente escolha.

segunda-feira, março 10, 2008

Espartanos de muito mal gosto


Mais uma sátira entrou em cartaz, tema principal: 300 de Esparta, classificação: lixo. Quando vi o trailer deste filme específico ele me pareceu uma produção interessante, o teaser foi um resumo bem feito, pegou as poucas partes realmente engraçadas do filme e compilou, quando assisti a obra na integra minha opinião mudou drasticamente.
O filme em questão: Espartalhões não tem uma veia cômica forte. Filmes como: O motoqueiro fantasma, Homem – aranha 3, Transformers, Shrek 3 e até mesmo o famoso seriado Desperate Housewives foram citados no filme. Nenhum deles representado de maneira convincente. O filme conta a mesma estória de 300, mas com algumas citações fora de tempo e sem graça.
As piadas são as mais batidas possíveis, tudo o que já foi feito ate hoje em sátiras foi refeito sem sucesso neste filme que se me arrancou três risadas fez muito por mim. Alem da falta de graça das piadas o filme é totalmente permeado por questões homofóbicas, o que realmente já não tem mais graça na nossa sociedade. Afinal de contas hoje em dia só damos risadas de piadas homofóbicas quando estas são feitas pelos próprios homossexuais, e é justamente ai que esta a graça da situação. Alem disto o filme tem atuações extremamente fracas como Carmem Electra, uma ex – integrante do famoso seriado Baywatch, que foi exibido por muitos anos e teve praticamente todo o seu publico formado por homens que babavam pelos corpos sarados das salva-vidas. E depois disso o filme só piora, filmes e seriados famosos não bastavam, ele tinha que atacar os grandes reality shows como American Idol e depois disso os grandes escândalos dos tablóides, pois é, eles também acharam um jeito de representar a grande queda da Britney Spears, o surto que a levou a raspar a própria cabeça a briga pela custódia e pensão dos filhos em corte e claro, seu desastroso retorno no Vídeo Music Awards (VMA) de 2007 com a musica Gimme More.
E fim, um filme mal elaborado e muitíssimo mal executado, além claro de exibir um extremo mau gosto em suas piadas eu deveriam nos fazer chorar de rir.

Mundos fantásticos



Mais uma vez as buscas épicas e trilogias estão em alta. A última que eu assisti envolvia feiticeiras, ciganos, almas que caminham ao lado das pessoas no formato de bichos e gobblins. A bússola de ouro é o primeiro filme de uma trilogia que parece ser muitíssimo interessante, apesar de algumas atuações fracas os personagens de Nicole Kidman, Daniel Craig e Eva green salvam o filme.
A produção conta a história de um universo onde existem vários mundos dominados por uma substancia que eles chamam de “pó”. O pó é o responsavel pela criação e existência da vida neste e em outros mundo. Mas anos antes da tirania do magistério, uma organização que quer dominar a tudo e a todos, foram criadas bússolas de ouro, instrumentos que respondem a todas as perguntas. O Magistério confiscou e destruiu todas as bússolas em que conseguiu por as mão, mas restou uma, que estava destinada a uma garotinha chamada Lyra Belaqua (Dakota Blue Richards). Seguindo o manual das trilogias, esta garotinha destinada a este item importante na trama será a responsavel pelo destino do mundo. Como sempre também teremos nosso fiel escoteiro, que desta vez foi pesonificado por um urso polar, um urso guerreiro, Yorik. Apesar de todos os problemas de adaptação o filme tem um desenvolvimento razoável e se torna assim uma excelente diversão pra quem tiver paciência para esperar os próximos dois filmes para saber como termina a história.

quinta-feira, março 06, 2008

Meus bichinhos de estimaçao

Ter animais de estimação é uma coisa que faz parte da cultura atual, está tão impregnada na sociedade que desde crianças as pessoas sonham em ter um. Mesmo as pessoas que hoje abominam a idéia, com certeza, em algum momento da sua vida desejou um, nem mesmo que tenha sido por apenas alguns instantes. Claro que a arte que imita a vida, o cinema, tinha que usar este tópico como tema de filmes, começaram com bichinhos simples como: cães, gatos, papagaios, afinal quem não se lembra do Paulie ou do Bud? Mas a criatividade deles teve que ir além, exibindo assim animais maiores como baleias e golfinhos e até mesmo criaturas fantásticas como dragões e, mais recentemente, cavalos do mar.
O último filme que vi, Meu monstro de estimação, se enquadra nesta categoria. Apesar de ser um filme bem dirigido tive a incrível sensação de deja-vu várias vezes. Alguém que já tenha assistido a Eragon (2006) provavelmente também vai ter esta mesma impressão.
A história se desenrola num cenário de guerra mundial e fala sobre um garoto, que encontra um ovo e achando que este ovo fosse outra coisa o leva pra casa. Mas o ovo se choca durante a noite e ele descobre que agora tem um bichinho de estimação que ele nem sabe o que é. Como o menino não tinha amigos se cria um interessante laço de amizade entre eles. Mas como o bichinho cresce demais, eles são obrigados a mandá-lo para um espaço maior que uma banheira, então eles o deixam no lago.Depois desta decisão algumas pessoas começam a ver o bichinho e a comentar sobre ele, o que gera uma preocupação no garoto e no misterioso Sr. Lewis, um novo funcionário da fazenda onde o garoto vive. Enquanto isso questões sobre a guerra, os alemães e os pais que foram perdidos na guerra são também abordados. No fim das contas, é uma boa diversão, um filme arrumado, bem dirigido, mas com um roteiro que aos poucos se torna repetitivo.

segunda-feira, março 03, 2008

O cavaleiro contra os imortais

O que aconteceria se opostos como luz e trevas entrassem em guerra? E se em uma das batalhas os guerreiros da luz conseguissem derrotar as trevas, mas não conseguissem eliminá-la? Quanto tempo as trevas, personificada em um guerreiro, demoraria para tentar novamente dominar o mundo? Eis ai um bom resumo do que acontece em uma produção cinematográfica que assisti a muito pouco tempo: Os seis signos da luz (The seeker). O filme se desenvolve a partir da crença de que após a vitória inicial contra as trevas a luz se dividiu em seis signos, cinco destes escondidos e um sexto a vista do descobridor. Muitas gerações depois da primeira vitória um descobridor nasce, o sétimo filho de um sétimo filho, um garoto jovem, de apenas quatorze anos que tem por destino reunir todos os signos e restaurar a luz. A partir de toda esta responsabilidade ele começa a ter seu caráter moldado e passa por tentadoras experiências. Será que nosso adorado mocinho ira conseguir salvar o mundo de um destino cruel?Lutando junto com eles estão outros quatro guerreiros, imortais assim como ele, eles são chamados de anciões e irão auxiliar o nosso herói em sua jornada.
O filme tem uma linha de herói e vilão já a muito explorada por Hollywood e ainda assim alcança uma boa dinâmica de tela. A direção foi bem sucedida, apesar da falta de qualidade do ator principal. Em termos de trilha sonora não há muito que se dizer, nenhuma composição extraordinária foi desenvolvida para esta produção que foi baseada no livro da Susan Cooper. A obra tem uma duração curtinha, apenas 95 minutos, mas consegue ser bem moldada para o fim que propõe.

domingo, março 02, 2008

Russos em Londres

Incrível o modo como as produções cinematográficas têm melhorado consideravelmente seus roteiros e suas produções. A pouco tempo em uma noite sem ter muito que fazer eu assisti a um filme muito interessante: “Senhores do crime”, uma produção americana, gravada no Canadá, sobre a máfia russa que atua em Londres, acho que este é um dos contextos mais globalizados que já vi ultimamente, mas voltando, com uma construção de roteiro sem pontas soltas e tentando mostrar de maneira crua e realista como as coisas funcionam entre o submundo, a Interpol e a antiga K.G.B. o filme consegue de maneira brilhante manter a atenção do espectador por toda a sua extensão.
O grande atrativo não está em cenários grandiosos ou em efeitos especiais caríssimos, mas sim no desenvolvimento da estória que mostra um final não tão surpreendente, mas também não tão esperado. Atores como Viggo Mortensen e Naomi Watts desenvolvem papeis pelos quais o telespectador desenvolve rapidamente uma empatia incrível.
O roteiro fala sobre uma jovem enfermeira que acaba se envolvendo com um esquema de tráfico sexual acidentalmente, enquanto tenta encontrar a família de uma jovem que morreu no seu plantão, mas que antes disso deu a luz a uma menina.Dirigido por David Cronenberg o filme se apresenta de maneira simples, com cenas dosadas que vão do drama a extrema violência da mesma maneira que um ballé chega ao clímax de sua apresentação, de uma maneira fluida e calma, tudo isso serve para prender cada vez mais a atenção do espectador, que fixa sua atenção a tela a fim de ver qual final a querida enfermeira vai ter, assim como o motorista russo.

sábado, março 01, 2008

Espartanos

Incrível o modo como a vida se desenrola a minha frente, a imortalidade me permite uma imparcialidade que nenhum outro humano pode se dar ao luxo de ter, uma imparcialidade que seres que enfrentarão uma morte próxima não podem se dar ao luxo de ter, não digo próxima por causa de alguns dias ou alguns meses, mas penso esta proximidade em termos de anos. A imparcialidade a que me refiro só pode ser usada, experimentada, por aqueles que vivem o bastante para ver o presente virar história, e assim, os ciclos da humanidade se repetirem.
Assisti a ascensão e a queda de muitas civilizações, posso discorrer sobre a queda da minha própria civilização natal de maneira eloqüente, já que fui uma das pessoas que nela se envolveu e que se utilizou de influências políticas para fugir de sua desgraça, mas nunca vi estas quedas de maneira tão bem representadas como em uma produção cinematográfica que assisti ontem, a luta, a força e as lições dos 300 de Esparta, assim como a queda, a vergonha e o desestímulo dos persas. Uma produção extremamente bem feita, bem dirigida e que mostrou com perfeição o lema dos espartanos: “não desistir, não se render, não recuar”. Não posso dizer que a maneira como eles conduziam a sua civilização originalmente era a correta, afinal não se pode sustentar uma civilização criada e desenvolvida para a guerra em paz por muito tempo, mas não se pode negar que quando em guerra eles eram sim os mais eficientes.
Mas voltando à obra cinematográfica em questão, esta apresentava uma fotografia impecável, assim como uma direção consideravelmente bem desenvolvida, se levarmos em consideração a idade e a experiência do diretor. Entretanto foi a computação gráfica e a construção realista dos cenários e a reconstrução das técnicas de guerra que mais me impressionaram, realmente uma produção para ser vista e revista.